terça-feira, 20 de maio de 2014

CAMPO DE SANTANA SERÁ REVITALIZADO - ÁREA PODE VOLTAR A SER ESPAÇO NOBRE DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

Projeto traz de volta brilho do Campo de Santana


Parceria entre prefeitura e Consulado da França estuda revitalizar parque, criado por engenheiro francês, que ganharia cafeteria, loja, livraria e espaço de exposição

Rio - Vizinho do popular mercado Saara e próximo à Central do Brasil, o Campo do Santana pode virar um pedacinho do mais charmoso país europeu em plena agitação do Centro. Uma parceira entre a Fundação Parques e Jardins e o Consulado da França no Rio estuda revitalizar o espaço, instalando ali uma cafeteria no melhor estilo parisiense e uma livraria, onde se venderia suvenires que contam a história do parque e de pontos históricos da cidade. 

O Café Glaziou, como já batizado, seria uma forma de homenagear o engenheiro civil e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, responsável pela concepção de três cartões-postais da cidade: o Campo do Santana, a Quinta da Boa Vista e o Passeio Público. A instalação seria no espaço onde hoje é um banheiro. Uma das alternativas para a construção é que seja feita uma Parceria Público Privada (PPP). 

“Esse projeto da cafeteria é de 2000 e a gente não conseguiu implantar naquela época. Foi feita uma licitação, mas ela foi deserta (não apareceram interessados). Mas agora pelo novo momento que o Centro está vivendo, com a revitalização da Biblioteca Estadual, o Veículo Leve Sobre Trilho (VLT), retomamos essa ideia tão importante para o paisagismo do Brasil”, afirmou a gerente de projetos da Fundação Parque e Jardins, Claudia Brack.

Um acordo de cooperação técnica entre França e Brasil foi assinado para o intercâmbio nas áreas de arborização e paisagismo. 

O convênio começa a ganhar forma em novembro, quando o Rio será sede do Congresso Brasileiro de Arborização Urbana e que terá participação de especialistas franceses. Inaugurado em 1880 , o Campo de Santana foi tombado em 1968 pelo Instituto estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), em 1968, e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2012. O que viria a ser um parque era, no passado, uma região de charcos, coberto por vegetação de restinga.

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