sábado, 13 de julho de 2013

OPERAÇÃO NA ROCINHA - 32 PRESOS NA LIMPA FEITA PELA POLÍCIA CONTRA O TRÁFICO






"Operação Paz Armada" desarticula tráfico na Rocinha

13/7/2013 - Samara Melo



Em uma ação de integração entre as forças de segurança, agentes da 15ª DP (Gávea) e policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha deram início, neste sábado, à“Operação Paz Armada”. A ação está sendo na comunidade da Rocinha, em São Conrado, e tem como objetivo cumprir 58 mandados de prisão contra integrantes do tráfico de drogas na região.

As investigações começaram há cerca de três meses para apurar a estrutura do tráfico no local após a pacificação. Dentre os criminosos com mandados de prisão expedidos, estãocinco que participaram da invasão ao Hotel Intercontinental, em agosto de 2010. Os bandidosque participaram da ação na época tiveram habeas corpus concedidos pela Justiça, em abrildeste ano.

Neste sábado, 21 mandados de prisão foram cumpridos, oito pessoas presas em flagrante e três menores apreendidos. A operação continua ao longo da próxima semana, com o objetivo de cumprir os mandados de prisão que ficaram pendentes.

De acordo com o delegado titular da 15ª DP (Gávea), Orlando Zaccone, a parceria entre a Polícia Civil e a Polícia Militar foi fundamental para o sucesso da investigação. “A investigação teve sucesso pela existência da UPP no local. Os policiais nos alimentavam com informações. Nós fomos autorizados a fazer uma ação controlada, ou seja, os PMs deixaram de realizar alguns flagrantes para conseguirem mais provas de quem participava do tráfico no local. As câmeras de monitoramento da Polícia Militar também foram essenciais para este trabalho”, afirmou.

O delegado assistente da unidade, Ruchester Marreiros, ressaltou que a união entre as instituições facilita e agiliza o processo investigativo. “Uma investigação como esta há dez anos, antes da UPP, demorava de oito a nove meses para ser concluída. Com a UPP, a PM consegue ter acesso às informações. A Polícia Civil precisa da Polícia Militar para saber quem são os criminosos que agem no local e a PM precisa da Polícia Civil para adotar os procedimentos cabíveis, de polícia judiciária”, explicou.

Para o comandante da UPP da Rocinha, major Edson Santos, esse trabalho é um momento novo na segurança pública.“É um momento diferenciado na segurança pública. Para o tráfico do Rio de Janeiro é uma queda muito grande. Eu acredito que os bandidos vão sentir um impacto muito grande. As 104 câmeras instaladas na comunidade foram muito importante para esse trabalho”.

Segundo as investigações, após a prisão do traficante Antônio Bonfim Lopes, o “Nem”, quem assumiu o tráfico da região foi John Walace da Silva, o “Jony”. Os bandidos mudaram a maneira de agir. “A organização criminosa substituiu o modelo antigo de comunicação e fez com que a polícia também se adequasse a isso, passando a monitorar redes sociais e mensagens de texto mandadas entre eles”, explicou o delegado Ruchester.

Os criminosos se organizaram em 100 bocas de fumo, que juntas têm faturamento diário de R$ 15 mil. O delegado titular indicou outra mudança no tráfico da região. “O formato do tráfico dessa UPP é o que eu chamo de ‘ficha limpa’. As pessoas não têm passagens pela Polícia e, quando são detidas para averiguação, não tem nenhuma pendência. Isso dificultava o nosso trabalho”.

Com a morte do traficante Eduíno Eustáquio Filho, o “Dudu da Rocinha”, preso em 2004 e encontrado morto nesta segunda-feira (08/07), um dos criminosos, conhecido como “Djalma”, estava planejando tirar “Jony” do controle do tráfico para assumí-lo, na madrugada do próximo domingo (14/07). Isso fez com que os agentes realizassem a operação um dia antes, para evitar que o confronto acontecesse.

A operação continua ao longo dos próximos dias para cumprir os mandados de prisão pendentes e realizar prisões em flagrante. 

FONTE - SITE DA POLÍCIA CIVIL

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