quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

NA MAIOR OPERAÇÃO CONTRA A PIRATARIA NO BRASIL, POLÍCIA E RECEITA INVADEM O CAMELÓDROMO DA URUGUAIANA NO RIO

Rio de Janeiro - A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Receita Federal e Associações contra a pirataria, estão desde as primeiras horas da manhã de hoje (quarta-feira, 26/01) realizando uma gigantesca operação no chamado Camelódromo da Rua Uruguaiana, no Centro da Cidade (veja o mapa do local). O trabalho dos agentes está causando grande alvoroço, curiosidade e provoca retenções no trânsito da Avenida Presidente Vargas.

A delegada Valéria Aragão, titular da DECPIM declarou que "O poder público não vai mais tolerar a pirataria em um espaço como a Uruguaiana. Quando o camelódromo foi criado, há 16 anos, era para o comerciante que não tem oportunidade no mercado formal”.

A operação é talvez a maior já realizada no Brasil, devendo se prolongar até o próximo sábado, e tem o objetivo de fiscalizar as mercadorias vendidas, sua procedência e legalidade, assim como a regularidade do funcionamento dos 1508 boxes ali instalados.


A expectativa das autoridades é que sejam recolhidos R$ 20 milhões em produtos falsificados. Até agora os agentes já apreenderam equipamentos eletrônicos, CDs e DVDs sem nota fiscal e identificaram “verdadeiros atacadistas” da pirataria, que chegam a ter até 10 espaços, administrados pelos denominados “laranjas”.

O CERCO AO LOCAL

O camelódromo foi cercado pelos agentes envolvidos na operação logo ao amanhecer, e poucos boxes abriram. Todos os acessos ao local estão sob vigilância para impedir a fuga de elementos procurados e a saída de mercadorias. Caminhões e Vans da Receita Federal estão no local para levar produtos falsos ou contrabandeados que forem apreendidos..

Segundo ainda a delegada Valéria Aragão, titular da DRCPIM, o lucro com a pirataria a já rende mais que o narcotráfico. Autoridades da área fazendária estimam que R$ 30 Milhões deixem de ser recolhidos em impostos e dois milhões de empregos formais deixem de ser gerados por conta das falsificações.




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