sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

CORONEL “VINGADOR” SE ENTREGA – OFICIAL É ACUSADO DE “JUSTIÇAMENTO” DE POSSÍVEIS ENVOLVIDOS NA MORTE DE SEU FILHO.



BBB – PARANÁ/BR - O ex-comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, Coronel Jorge Luiz Martins, se entregou à polícia no início da tarde de hoje. Ele teve a prisão temporária determinada pela Justiça catarinense, acusado de matar nove pessoas, e está preso no Quartel da Polícia Militar em Curitiba.

Segundo investigação policial, o Coronel é suspeito de 14 tentativas de homicídios, sendo que em nove delas teria conseguido o objetivo de nove vítimas fatais. Todos os que foram alvo dos atentados eram usuários de drogas do bairro Boqueirão, onde o filho do Coronel Jorge Luiz, Jorge Guilherme Marinho Martins, de 26 anos, foi morto durante um assalto em outubro de 2009.

A série de atentados e crimes atribuídos ao Coronel Jorge, começou em agosto do ano passado, depois que os acusados de matar seu filho, ganharam a liberdade por falta de provas. As vítimas dos ataques não tinham ligação direta com a morte do filho de Martins, mas os dois assaltantes suspeitos de terem matado Jorge Guilherme eram viciados.

A investigação policial abrange um total de 25 assassinatos no Bairro Boqueirão, e segundo testemunho de vítimas dos atentados, o Coronel Jorge Luiz Martins passava num veículo escuro e efetuava os disparos. Um dos sobreviventes o reconheceu através de foto como autor dos disparos. Existem ainda relatos de que o ‘atirador’ deixava um bilhete dizendo que ainda restavam mais pessoas a serem mortas em resposta à morte do filho.

A defesa do Coronel alega sua inocência e classifica as provas anexadas ao inquérito como fracas. O advogado de defesa, Eurolino Reis, disse que: "Ele trabalhou 37 anos no Corpo de Bombeiros e chegou no mais alto escalão, e pior, perdeu o filho recentemente e agora perde a liberdade por conta de uma investigação mal feita e tendenciosa".

Mas, na manhã de hoje, a polícia voltou à casa do coronel e apreendeu munições compatíveis com as utilizadas nos crimes, o que reforça a tese do secretário estadual da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida, de que não existe um grupo de extermínio, e que a ação do coronel foi um fato isolado, de desespero motivado pela perda do filho.

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